segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A divisão do trabalho

Nos dias de hoje achamos natural a divisão do trabalho. Diretores, gerentes, analistas, auxiliares, mensageiros, faxineiros. Parece que essa divisão do trabalho existe desde o princípio dos tempos. No entanto, nem sempre foi assim. Antigamente, os trabalhadores executavam todas as tarefas inerentes à produção de determinado produto. Por exemplo: um artesão que fabricasse móveis fazia, ele próprio, um móvel por completo, do começo ao fim. Desta forma, ele usava suas diferentes habilidades, fossem de marceneiro, de tapeceiro, de moldador ou cortador, o que fazia do trabalho uma atividade mais prazeirosa e menos estressante. Mas o modo capitalista de produção percebeu que separar os trabalhadores em atividades permitia uma aceleração da produção, o que resultou no surgimento das funções: cortador, colador, moldador, ferramenteiro, carpinteiro, soldador. Para Marx, ao fragmentar as atividades de trabalho, ao promover a divisão do trabalho, promoveu-se, ao mesmo tempo, a fragmentação do ser humano no ambiente de trabalho, fazendo do trabalho uma atividade estressante e nociva porque reduz o humano a tarefas repetitivas. É comum encararmos esta realidade e imaginarmos que é impossível mudar as coisas porque elas são assim. Mas imagine uma empresa onde as pessoas não fossem condenadas a executar sempre as mesmas coisas, muitas vezes até de modo auxiliar a sistemas. Imagine uma empresa onde as pessoas pudessem se realizar não só como profissionais, mas também como seres humanos. Como seria uma empresa assim?

5 comentários:

Fernando Oliveira disse...

Não dá para acreditar que um dia o trabalha dispesnsou a cooperação entre os trabalhadores.

Dizer que que a divisão do trablho é recente, me parece desprovida de seriedade.

hsisley disse...

querer seriedade em marx é muita pretensão...

Taís disse...

Será que era realmente menos estressante trabalhar sem que houvesse a divisão do trabalho? Alguém já trabalhou assim para saber?

Carlos disse...

Uma empresa como esta não seria uma "empresa" na acepção capitalista do termo, pois outras questões como a expropriação do trabalho não seriam coerentes em um ambiente criado para ser favorável ao ser humano e não ao lucro e a doutrinação consumista que vivemos.
Concordar com Marx ou não é uma questão pessoal (para quem leu, é óbvio), mas dizer que Marx não é sério.... ... quem é então? A revista veja???

vcr1 disse...

é claro que 'capitalistas'só podem pensar diferente de Marx mesmo!!!
Mas a pessoa que quer se realizar por colmpleto como ser humano não só com dinheiro mas com saúde física e mental, pensa exatamente como ele.
O capitalismo é sim precursor das desigualdades sociais, pois a "mais valia" o faz forte, ou seja, a exploração do indivíduo !!!!